PF investiga empréstimo do BRB a Flávio Bolsonaro para compra de uma mansão avaliada em R$ 6 milhões
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência Raul Luciano/Ato Press/Estadão Conteúdo A Polícia Federal (PF) passou a investigar, em uma nova frente de ...
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência Raul Luciano/Ato Press/Estadão Conteúdo A Polícia Federal (PF) passou a investigar, em uma nova frente de apuração, uma operação de crédito destinada à compra de uma mansão em Brasília pelo senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Do total de R$ 6 milhões, R$ 3,1 milhões foram financiados pelo Banco de Brasília (BRB) para a aquisição do imóvel, que fica no Setor de Mansões Dom Bosco, um dos mais valorizados da capital. O imóvel tem área total de 2,4 mil metros quadrados. O empréstimo é um dos focos do inquérito que investiga o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a relação do Banco Master com a instituição financeira de Brasília. As informações foram inicialmente divulgadas pelo jornal O Globo. O contrato de financiamento, firmado por Flávio Bolsonaro em 2021, previa 360 parcelas e taxa de juros de 3,71% ao ano, abaixo da média praticada pelo próprio BRB naquele ano, que girava em torno de 4,85%. Na época, o banco era presidido por Paulo Henrique Costa, preso por envolvimento no esquema de fraudes de Vorcaro. As supostas irregularidades na operação de crédito foram apontadas pela auditoria independente que o BRB contratou depois da mudança na diretoria. O senador Flávio Bolsonaro comprou mansão em Brasília por quase R$ 6 milhões Arte/G1 O relatório da auditoria foi entregue à PF em fevereiro. Quando o caso veio à tona, Flávio declarou uma renda mensal de R$ 56 mil e argumentou que tinha capacidade financeira para arcar com o financiamento, proveniente de seu salário no Senado e de outras fontes de renda. Mesmo com 30 anos para pagar o financiamento do BRB, Flávio quitou os R$ 3,1 milhões do empréstimo em três anos. O g1 procurou o senador Flávio Bolsonaro e o BRB, mas ainda não teve resposta. Em um vídeo na ocasião em que a compra foi revelada, Flávio Bolsonaro disse que a transação foi legal, resultado da venda do imóvel onde morava e da participação em uma loja de chocolates.